quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Vale tudo


Na cidade do vale tudo
Só não valia tirar olhos
Agora é vê-los aos molhos
Cegos e de ar carrancudo

Repetem a toda a hora
Há que fortalecer a finança
Só isso trará a confiança
Sem precisarmos ir embora

Senão vamos ser corridos
Por estarmos a defraudar
Quem nos esteve a financiar

Virão os de outros partidos
Que estiveram a repousar
E precisam de se alimentar.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Terra mãe ( 1º aniversário )


A terra está a parir
Mineiros um por hora
Emoção, chorar e rir
Destes filhos que adora

Crer imenso ao minuto
Desde início se mantém
Dos homens o contributo
Dores de parto desta mãe

Terra mãe, grande país
Exemplo p’ra tanta gente
Vai à mais profunda raiz

Come poeira noite e dia
Das entranhas de seu ventre
Trinta e três filhos paria.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

O bom pastor


Acções do Pastor disparam
Com a oferta do Popular
As ovelhas não se calaram
Cães não param de ladrar

A minha é a melhor acção
Esta aqui é que está a dar
Ainda é grande a confusão
Cães não param de ladrar

Mas com a falta de atenção
O pasto vai-se degradar
Ovelha fica sem alimento

Não é pro pastor nem pro cão
Em breve todos vão definhar
As acções não são sustento.

sábado, 8 de outubro de 2011

A boiar


Preços continuam a baixar
Aproveitem bem esta ocasião
Mesmo assim vamos ganhar
Imaginem fora da promoção

Leve quatro para só dois pagar
Leve hoje e só paga amanhã
Atenção o crédito vai acabar
Peça o empréstimo esta manhã

Compre até ao final do ano
Contudo se estiver em apuros
Damos-lhe três meses sem pagar

Para que você não vá p’lo cano
Praticamos os melhores juros
Leva uma bóia pr’a não se afogar.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Discursos


Está demais a realeza
Com seus trajes de cetim
Nestes tempos de pobreza
Mas a realeza traja assim

Faustoso banquete consome
De iguarias sem igual
Nestes tempos de fome
Mas a realeza não come mal

Portugueses não desistam
No Estoril-Sol discursa o rei
Em breve falarei ao povo

Peço a todos que resistam
Não digam que não avisei
No dia cinco avisarei de novo.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Agarrados


Não há pessoas com garra
A conduzir o nosso destino
Só pouca uva e muita parra
Fazem o destino pequenino

Creio que não lhes interessa
Onde haveremos de chegar
Nós somos mais uma peça
Só lhes interessa é agarrar

Agarram tudo à passagem
Secam a esperança em redor
Esta é a onda, somos levados

Deixou de haver mensagem
Nem existe um desígnio maior
Todos nós fomos agarrados.

domingo, 2 de outubro de 2011

República das bananas


Na República das bananas
Muito macaco engordou
Mas só tu é que abanas
Com a banana que tardou

Com quinze dias por mês
Ainda te conseguias aguentar
Mas o Gaspar as contas fez
E diz que precisas poupar

Poupas tu no seu mealheiro
Que a crise veio p’ra ficar
Em bananas vai muito dinheiro

Qu’o défice tem que diminuir
P’ra tanto macaco engordar
Ficas meio mês a carpir.