sábado, 31 de dezembro de 2011

Treze passas


Numa meia-noite sem sorte
Doze passas não vão chegar
Que mais uma te reconforte
Pois chegou o ano do azar

Depois das passas comer
Há que o desejo formular
Não iremos o ano esquecer
Que a ferrete nos vai marcar

Entre a balbúrdia e repressão
Dirigida por mentes devassas
Tem oscilado a nobre nação

Da opulência e das desgraças
Qual sinusóide em evolução
Engole lá essas treze passas.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Pobre mundo


Eles sabem e não sonham
Finança comanda a vida
A esta lei não se oponham
Que está por oiro protegida

E quem tem oiro faz a lei
Esta é uma lei muito antiga
Há uma outra eu bem sei
Mas não passa duma cantiga

Diz o mundo pula e avança
Entre as mãos duma criança
Não é mais que uma mentira

O mundo entra na dança
Pelas mãos da alta finança
Só em torno do dinheiro gira.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Presidente filósofo


Twilight é a zona
Onde vamos entrar
A nosso favor abona
O saber desenrascar

Se vamos levar na mona
A culpa é do Gaspar
Se o Estado nos abandona
Não temos pr’a esbanjar

Já tomei uma decisão
Vou para Paris estudar
Uma alta filosofia

Se voltarei ou não
É tabu por desvendar
Talvez Presidente um dia.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Mapa do inferno


Chineses com capital
Comunistas sem ideal
Capitalistas enquanto tal
Estão comprar Portugal

Qual será a ideologia ?
A única que se conhecia
Que é ser rei por um dia
Que é manter a dinastia

Que é conservar o poder
Criar o inferno de Dante
Onde já nada germina

Onde tudo pode acontecer
Onde se tritura o semelhante
Onde a esperança termina.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Portugueses


Frases soltas quem diria
Que o meu país um dia
As gorduras eliminaria
Mas a gente não sabia

Que o subsídio se incluía
Que o feriado acabaria
Que depois se despediria
Nuvem negra desceria

E todo o país cobriria
Que cada um de nós seria
Um produto de exportação

Sem haver a explicação
Que a tal gordura atroz
Afinal éramos todos nós.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Infelicidade suprema


Das coisas sabe o preço
Mas nunca o seu valor
Nunca manifestou apreço
Sempre comprou o amor

Para mal dos seus pecados
Vai-se logo confessar
Vê os pecados expiados
Pr’a logo voltar a pecar

Compra toda a felicidade
Que o dinheiro pode comprar
Tem tudo o que sempre quis

Vive com grande ansiedade
Porque não consegue amar
E por nunca se sentir feliz.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Feliz Natal Portugal


Hoje ao país vou falar
É a mensagem de Natal
Façam favor de escutar
Gentes do meu Portugal

O que tenho pr’a dizer
Não é aquilo que direi
Gentes fiquem a saber
Que nunca vos enganei

A verdade não será dita
Pois seria muito cruel
A mentira também não

Prefiro manter-me fiel
Ao discurso por omissão
Em breve sentirão na pele.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Adamastor


O Cabo da Boa Esperança
Conseguimos um dia alcançar
Cabo das Tormentas avança
Será pr’a nos atormentar

À espreita está o Adamastor
Pr’a toda a esperança afundar
Com seu aspecto assustador
Nenhum de nós vai poupar

Por fim surgem as sereias
Com a doçura do seu cantar
Ao abismo nos vão atrair

Última esperança é Eneias
E Afrodite para nos salvar
Se Aquiles não nos trair.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Pira-te


Não nos podem desiludir
Os políticos portugueses
Só nos conseguem iludir
Como fazem todas as vezes

Não são minhas as palavras
São do nosso presidente
Mas então o que esperavas
Ao teres que aturar esta gente

Pira-te para o estrangeiro
Há portugueses em excesso
Uma agência vamos criar

Que o cidadão está primeiro
Só queremos o teu progresso
E tudo faremos para te ajudar.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Não roubarás


Já sabes o estado mata
Toma com moderação
Foge antes que te abata
Ou morres do coração

Já sabes não é universal
Qualquer direito à vida
Não é declaração cordial
É a esperança dissolvida

Tu és mero contribuinte
Para esta triste realidade
Em breve serás um pedinte

A deambular pela cidade
Ou viverás no alto requinte
De quem conduz a sociedade.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

São Julião


Foi no forte de São Julião
Nos arredores da cidade
Que encontraram a solução
Só pode ser a austeridade

Por isso já sabes, aguenta
Ou recorre à caridade
Senão o estado rebenta
Por não ter capacidade

Em estádios somos primeiro
E auto-estradas igualmente
Nas bombas só topo de gama

São Julião, santo padroeiro
Afastai a austeridade da gente
Quem não chora não mama.

Um país viável


O secretário de estado
Já o tinha mencionado
Nosso primeiro danado
Por não terem escutado

Veio reforçar a afirmação
Convido-vos à emigração
Para resolver a situação
Zona de conforto é que não

Se não nos prestam atenção
Repetiremos mais vezes
Nem sempre de forma afável

Vocês não são a solução
E Portugal sem portugueses
Tornar-se-á um país viável.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Radiografia do mundo


O mundo vai deprimir
Como deprimiu outrora
Não vai ser muita a demora
Muitas vozes se vão ouvir

Muitas vozes se vão calar
O mundo não vai decidir
O mundo até se vai rir
O mundo pode esperar

Nós é que já não esperamos
Nós somos os que choramos
Atrás de nós outros virão

Será diferente a situação
Este império vai desmoronar
Boa sorte para quem ficar.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Radiografia da Europa


Uma cimeira está primeiro
Próxima tem data marcada
É entre Janeiro e Fevereiro
Também não dará em nada

Está a tornar-se fatigante 
Não sair da encruzilhada
É uma situação humilhante
E a Europa será destroçada

Vitória será dos mercados
Aproveitando vistas curtas
Destes euro-governantes

E nós seremos esmagados
Apesar de todas as lutas
Serão tempos alucinantes.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Renascer


É generosa a mãe natureza
Ensinou-te ética e respeito
Mas tu com a tua certeza
A mãe não levaste a peito

Levado pelo toque de Midas
Esqueceste toda a harmonia
Fizeste sangrar as feridas
E o ouro trouxe-te agonia

Mãe viu-se então obrigada
A devolver-te ao pó original
E outra oportunidade te deu

Mas não quer vê-la desprezada
Estas forças pr’ó bem ou mal
Nunca ninguém as venceu.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

O sistema


Desculpa não iliba a culpa
Nem deixas de ser culpado
E mesmo sem a desculpa
Da culpa podes ser ilibado

Se a culpa fôr do sistema
Onde te encontras instalado
Mesmo com culpa suprema
Não poderás ser condenado

Sistema deve ser preservado
Já que os culpados preserva
Com o tempo são branqueados

E se têm sentido de estado
Podem manter-se na reserva
Até serem de novo chamados.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

O filósofo


O Sócrates já foi filósofo
Discípulo ou mesmo Platão
Em político ganhou estofo
Embora digam que não

Nestes dias estuda filosofia
Para a nossa dívida gerir
Pois quando voltar a seguir
Fará crescer a economia

Por agora ele é o culpado
Do que está a acontecer
Convém que seja amplificado

Para branquear o passado
E que não deixe transparecer
Um país tão mal governado.

domingo, 11 de dezembro de 2011

A solução


De cimeira em cimeira
Teremos a cimeira final
Não lembro a primeira
Nem a última por sinal

A solução foi encontrada?
Por certo alguém saberá
Mas eu não lembro nada
Façam um cimeira por cá

Que encontre a solução
Por muitos procurada
Com a nossa imaginação

Melhor solução não há
Começará a ser exportada
E a economia arrebitará.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Essência humana


Houve o terror de Birkenau
Há o de Leipzig também
Agora é que vai estar mau
Novo anjo da morte aí vem

É preciso muita concentração
Desta vez não é em campos
Está concentrada a destruição
Sinais destes novos tempos

Como é um luxo a verdade
Vão mentindo pr’a convencer
Que vai nascer uma esperança

Assim controlam a ansiedade
Mas não esperes até morrer
Ver acontecer a mudança.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

A dívida explicada às crianças


Paga a dívida se és criança
És governante faz a gestão
Credor não perde a esperança
Se lhe acenas com a solução

Se a solução é a vinte sete
Podes inclui-la no tratado
Que ninguém se compromete
E também não sai defraudado

Se é a vinte e três então
Um acordo devem assinar
Pois já sabem de antemão

Que não será para durar
É estratégia de alemão
Que a todos quer arrastar.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Mau cheiro


Vamos ser desqualificados
Novo rating está em estudo
E como lixo classificados
Teremos mau cheiro e tudo

Mercados não vão suportar
Forte odor a putrefacção
Pôr-se-ão por daqui a cavar
Ou sofrem uma intoxicação

Virão para a grande limpeza
As brigadas anti-poluição
Limpar-nos-ão até ao tutano

E vocês podem ter a certeza
Será total a reconversão
Da nossa matéria em metano.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Sonho de Portugal


Andam ávidos por dinheiro
O que não é nada de novo
Havia onde sacar primeiro
Mas andam a sacar ao povo

Povo que pagas, não bufes
A tua alegria não tem preço
Toca os ferrinhos e adufes
Qu’ist’inda é só o começo

Outros dias virão depois
Vais voltar pr’agricultura
Na sua forma mais artesanal

Dão-te uma junta de bois
Realizas farta a semeadura
O sonho deste teu Portugal.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Escudo recauchutado


Volta escudo estás perdoado
É certo que eras fraquinho
Mas éramos felizes a teu lado
Tão barato bebia o cafezinho

Voltará contigo a magreza
Dum consumo mais restrito
Mas controla-se a despesa
Que a gastar vejo-me aflito

Deixaremos de ser nobres
E de andar endividados
Voltaremos a ser pobres

Mas também mais honrados
De novo contaremos os cobres
Serão escudos recauchutados.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

A bomba


O ex-ministro da mota
Também da solidariedade
Já fez engrossar a frota
E engrossou sua vaidade

Diz que assim se poupa
Pois já havia um contrato
Feito pela anterior tropa
Residente no largo do rato

Portugal tem estas tropas
Vão alternando no poder
Não têm culpa da situação

Pois vê lá se me topas
A culpa do que acontecer
É sempre do anterior pelotão.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Produto interno turvo


Produto interno bruto
É bruto por natureza
Se não aumenta o produto
Afogamo-nos em despesa

Quem gasta sem produzir
Um dia vai-se afundar
Melhores dias hão-de vir?
Eu não o posso afirmar

Mas a alguém ouvi dizer
Que daqui por vinte anos
Vamos estar para as curvas

E há quem consiga antever
Os navegadores lusitanos
A navegar em águas turvas.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Pastéis de S.Bento


Brindas com água do luso
Eu com aguardente velha
Bebo até ficar confuso
Será um deus nos valha

Os camaradas não sei
Com que hão-de brindar
Por isso não lhes direi
Não estou cá pr’a opinar

E se a luta rebentar
Em S.Bento também
Vão sem a minha pessoa

Estarei a alambazar
Uns pastéis de belém
É uma iguaria bem boa.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

São brisas


Vem do Atlântico a brisa
Que vai dar-nos de comer
Que faz as plantas crescer
O nosso Presidente frisa

Sem dúvida sabias palavras
Palavras leva-as o vento
São novas a cada momento
Por isso nos enganavas

Quando ainda governavas
E com milhões nos regavas
Para acabar com a produção

Por ser essa a imposição
De uma Europa renovada
E qu’afinal não valia nada.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Independence day


Pela invasão Troikista
Acaba de ser decretado
Terminem com o feriado
Que celebra a conquista

Do Portugal independente
Passa a ser protectorado
Até que esteja terminado
O pagamento deprimente

Que esmaga a vida da gente
Pela independência lutar
É de novo o nosso fado

Para expulsar o ocupante
Que pela janela há-de voar
Voará ou acabará estatelado.

Entrega


Se ao lado de um grande
Te sentes grande também
A sua grandeza provém
Duma alma que se expande

Se um grande a teu lado
Te faz sentir pequenino
Certamente o seu destino
É nunca mais ser lembrado

Só é grande mesmo grande
Quem se conseguir impôr
À luz duma lei universal

Obedecerás sem que mande
Se essa for a lei do amor
Se esse fôr pequeno afinal.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Mundo sem alma


Tudo pode ser invertido
Neste mundo virtual
E até já foi assumido
Será esse o mundo real

Que o real é consumido
A uma velocidade tal
Em breve o destino fatal
Deixará este desprevenido

Futuro mundo será binário
Constituído por memórias
Que não serão d’encantar

E quem disser o contrário
Anda a ler outras estórias
Nesta a alma não terá lugar.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

E agora ?


O Seguro demonstrou
E o Coelho não aceitou
Pobre povo amochou
Estado social tudo levou

Muito afilhado se safou
Agora a nau afundou
Para o peditório eu dou
O monstro já m’enrolou

Tudo o que havia gastou
À troika nos amarrou
Democracia já secou

A ditadura regressou
Economia assim ditou
E agora pr’a onde vou?

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Licor Europa


Vem aí uma outra Europa
Que será mais pequenina
Mas Portugal não se poupa
E é já grande a adrenalina

Por ao clube poder pertencer
E para que nada possa falhar
Na  hora disso acontecer
Há uma comissão a trabalhar

Que um estudo vai produzir
Não interessa a conclusão
Pois soubemos de antemão

Angela e Nicolas estão a sorrir
Com a garrafa de licor na mão
O que nos facilitará a adesão.

domingo, 27 de novembro de 2011

Outro Natal


O Natal este ano vai ser
Vivido em austeridade
Se não temos pr’a oferecer
Ofereçamos a amizade

Será um Natal doravante
Que não deve causar mal
Pode até ser gratificante
Deixa de existir Pai Natal

Passa a haver um menino
Deitado numa manjedoura
Nascido na gruta em Belém

José, Maria e o pequenino
Serão a imagem duradoura
Desta austeridade também.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

E agora Portugal?


E depois da Greve Geral
Que vais fazer Portugal?...
Foi publicado em edital
A sua execução fiscal

À beira mar plantado
Com um sol de encantar
Campos de golfe e montado
Estádios novos, a estrear

Pl’a maior oferta apresentada
Acima de cem mil milhões
E oferecemos por atacado

Equipa de gestão integrada
Uma estátua do Camões
E um povo desenrascado.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Hipotecados


Fama que vem de longe
Chegou-nos do Canadá
Prega bem, não é monge
Eu digo e assim se fará

Está igual tod’a Europa
Quem os manda globalizar
A China de vento em popa
Que bem soube aproveitar

São comunistas capitalistas
Bem souberam capitalizar
A ganância e curtas vistas

De quem tudo queria ganhar
A Europa terra de saudosistas
Soube o nosso futuro hipotecar.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Explicação


O nosso ministro Gaspar
Vem ao parlamento explicar
Com calma e detalhadamente
Como andam a lixar a gente

Isto não é para continuar?
Mas deixem-nos duvidar
Da vossa capacidade latente
Porque o erro é recorrente

São mestres na arte de gastar
E de ao povo vir cobrar
Com uma explicação premente

Mas nunca os vi poupar
Nem de vida tentar mudar
Só mudam a vida da gente.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Reflectidos


O espelho apenas reflecte
Não erra porque não pensa
Assim não se compromete
Nem espera recompensa

Há espelhos inteligentes
Querem ser recompensados
Por serem espelhos diferentes
Reflectem só os iluminados

Eram os espelhos reais
Que reflectiam Sua Alteza
Nos tempos da monarquia

Agora há espelhos demais
E pr’a justificar a despesa
Reflectem toda a hierarquia.

sábado, 19 de novembro de 2011

Tachistas


Volta a acesa discussão
Dos políticos da nação
São as papas pr’a bebés
Mas será que tu não vês

Que nos governam c’os pés
Por mais votos que lhes dês
Não sobe a consideração
Somos a carne pr’a canhão

Torna-te num emigrado
Com o patrocínio oficial
Sabes o que é qu’eu acho

Que o secretário de estado
Não deve ser levado a mal
Por querer manter o tacho.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Formatação III


A formatação derradeira
A que brota da vivência
Surgirá uma vez primeira
Como te dita a consciência

Não precisas de interrogar
Deixa espaço ao coração
Depois da consciência ditar
Não cales, passa à acção

Com uma pitada de sal
E os raios de sol a brotar
Nestas acções conscientes

Nunca penses apelar ao mal
Para o vírus latente eliminar
E terás o lugar dos diferentes.

“Poeta ?....... Interroguei-me sempre, Mas no momento certo Não fiz um gesto Não disse uma palavra, Tomei o lugar dos indiferentes... Fui igual a eles!” M.L.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Crise dourada


Afinal é inadequado
Fim da crise apregoar
Vão apregoar no mercado
“Vivinha da costa a saltar”

Essa crise é pr’a esquecer
Assim como o colesterol
Agora temos que padecer
Pr’a depois gozar o sol

Mas já por aí apregoam
Fim da Europa é a implosão
Mas com tanto apregoar

Temo que as vozes lhes doam
Devemos é criar novo pregão
“Crise dourada, venham comprar”.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

O lápis será azul ?


O estudo foi realizado
E tudo a bem da nação
Foi agora confirmado
Será filtrada a informação

E assim os consumidores
Serão muito beneficiados
Pois poupados a dissabores
Não mais andarão chateados

Será feliz assim este povo
Detalhes não precisa saber
Deixará isso à governação

Dedicar-se-á à produção
A elite dedica-se a aprender
Tudo isto a bem da nação.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Roubalheira


Continua a decorrer
O julgamento à maneira
Robalos havia pr’oferecer
A retribuição foi alheira

Os presentes gastronómicos
Não justificam o aparato
Evitavam gastos astronómicos
Ao fazer julgamento no prato

Assim vai esta pobre nação
Tem riqueza pr’a oferecer
A quem ocupa a cadeira

E para entreter este povão
Estórias d’escárnio e maldizer
Onde incluem a roubalheira.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Alvarinho


Álvaro, o visionário
Antevê o fim da crise
Terminará o calvário
Se não houver deslize

Dois mil e doze é penar
Para expiar o passado
A seguir vai começar
Nosso futuro dourado

Entretanto para esquecer
As dificuldades deste ano
Vamos beber um tintinho

Depois é sempre a crescer
Isto se não houver engano
Ou bebe-se um alvarinho.

domingo, 13 de novembro de 2011

Dia da erradicação da pobreza


Dia da erradicação da pobreza
IVA a vinte e três por cento
Neste orçamento de magreza
Nem força teremos p´ro lamento

O vinho paga menos que leite
Legumes e fruta sobem logo dez
Subida meteórica tem o azeite
Não vale refilar levas c’os pés

O remédio terás que encontrá-lo
Fazendo das tripas teu coração
Bebe todos os tragos p’lo gargalo

Talvez acordes rico pois então
Após caíres bêbado com’um cacho
Farás assim parte da erradicação.