quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Pira-te


Não nos podem desiludir
Os políticos portugueses
Só nos conseguem iludir
Como fazem todas as vezes

Não são minhas as palavras
São do nosso presidente
Mas então o que esperavas
Ao teres que aturar esta gente

Pira-te para o estrangeiro
Há portugueses em excesso
Uma agência vamos criar

Que o cidadão está primeiro
Só queremos o teu progresso
E tudo faremos para te ajudar.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Não roubarás


Já sabes o estado mata
Toma com moderação
Foge antes que te abata
Ou morres do coração

Já sabes não é universal
Qualquer direito à vida
Não é declaração cordial
É a esperança dissolvida

Tu és mero contribuinte
Para esta triste realidade
Em breve serás um pedinte

A deambular pela cidade
Ou viverás no alto requinte
De quem conduz a sociedade.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

São Julião


Foi no forte de São Julião
Nos arredores da cidade
Que encontraram a solução
Só pode ser a austeridade

Por isso já sabes, aguenta
Ou recorre à caridade
Senão o estado rebenta
Por não ter capacidade

Em estádios somos primeiro
E auto-estradas igualmente
Nas bombas só topo de gama

São Julião, santo padroeiro
Afastai a austeridade da gente
Quem não chora não mama.

Um país viável


O secretário de estado
Já o tinha mencionado
Nosso primeiro danado
Por não terem escutado

Veio reforçar a afirmação
Convido-vos à emigração
Para resolver a situação
Zona de conforto é que não

Se não nos prestam atenção
Repetiremos mais vezes
Nem sempre de forma afável

Vocês não são a solução
E Portugal sem portugueses
Tornar-se-á um país viável.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Radiografia do mundo


O mundo vai deprimir
Como deprimiu outrora
Não vai ser muita a demora
Muitas vozes se vão ouvir

Muitas vozes se vão calar
O mundo não vai decidir
O mundo até se vai rir
O mundo pode esperar

Nós é que já não esperamos
Nós somos os que choramos
Atrás de nós outros virão

Será diferente a situação
Este império vai desmoronar
Boa sorte para quem ficar.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Radiografia da Europa


Uma cimeira está primeiro
Próxima tem data marcada
É entre Janeiro e Fevereiro
Também não dará em nada

Está a tornar-se fatigante 
Não sair da encruzilhada
É uma situação humilhante
E a Europa será destroçada

Vitória será dos mercados
Aproveitando vistas curtas
Destes euro-governantes

E nós seremos esmagados
Apesar de todas as lutas
Serão tempos alucinantes.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Renascer


É generosa a mãe natureza
Ensinou-te ética e respeito
Mas tu com a tua certeza
A mãe não levaste a peito

Levado pelo toque de Midas
Esqueceste toda a harmonia
Fizeste sangrar as feridas
E o ouro trouxe-te agonia

Mãe viu-se então obrigada
A devolver-te ao pó original
E outra oportunidade te deu

Mas não quer vê-la desprezada
Estas forças pr’ó bem ou mal
Nunca ninguém as venceu.