terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Nascer ao sol


Nascer em Portugal
Antes valia não fosse
Uns com febre andam mal
E outros cheios de tosse

Com catarro e rouquidão
Muitos também há por aí
Outros mal do coração
E com caspa também vi

Há as taxas moderadoras
Do sistema hospitalar
Para moderar as entradas

Não vi taxas franqueadoras
Para o acesso franquear
Mas vi sol nas esplanadas.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Nação valente


Um dia a troika disse mata
Governo acrescentou esfola
Depois da alta negociata
Acabámos a pedir esmola

Língua de palmo p’ra pagar
O resultado da gestão danosa
Com que quiseram brindar
Nação forte, alma vigorosa

Não se vai deixar assustar
Mesmo depois de esfolada
Continuará a caminhar

Como exemplo apontada
Muitos nos virão estudar
Pela valentia demonstrada.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Guerra económica


Não é necessário destruir
O mundo, apenas metade
Pois é preciso reconstruir
Nova e distinta realidade

Destruição está em marcha
Económica guerra mundial
Não pára, ou vai ou racha
Que nova realidade afinal?

Retrocesso atroz é imposto
P’los famigerados mercados
E enquanto o planeta rodar

Não há inteligência ou rosto
Que encaminhe os deserdados
Só o lucro nos pode comandar.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Cálice de ouro


Quando tiverem dentes
E puserem ovos de lata
Então estaremos contentes
A galinha já não se mata

Então será muito a sério
Riqueza ter-se-á acabado
Mesmo a do quinto império
Tanto mundo desolado

Não mais cálices de ouro
Cruzarão lábios sedentos
Não mais lugar a lamentos

Haverá um novo tesouro
No mundo em construção
Após a sua destruição.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

A sentença


Eu não entrego os louros
Os louros são-nos roubados
Pelos ladrões de tesouros
De governantes disfarçados

Entregam o oiro ao bandido
A seguir vão-se endividar
P’ra nós piegas, o gemido
Somos carne para exportar

País não precisa de auxílio
Precisa vergonha e bom senso
Enviar alguns para o exílio

Da nossa maior indiferença
Encetar um processo intenso
Haja quem leia a sentença.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Passado do futuro


Futuro ao virar da esquina
Deste portugal de bananas
Democracia é pequenina
E mal gerida por sacanas

Democracia é a substituição
D’alguns corruptos apenas
Por incompetentes em aluvião
Que se pavoneiam às centenas

Acreditem não sou eu que digo
D.Carlos, Bernard Shaw e Eça
Relataram este filme no passado

E não parece filme tão antigo
Até me parece actual esta peça
Onde figurante povo é sacrificado.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Folk the Banks


Just Folk the Banks
Nasceu um dia na City
E contagiou os Yankyees
Que ocuparam Wall Street

Antes do lucro a humanidade
After that save the Queen
Gritou-se lá nessa cidade
Um pouco de dignidade sim

O contágio é progressivo
No mundo em transformação
Nesse dia eram centenas

Sem um cariz agressivo
Hoje em dia quantos são?
Talvez uns milhares apenas.