terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Escudo recauchutado


Volta escudo estás perdoado
É certo que eras fraquinho
Mas éramos felizes a teu lado
Tão barato bebia o cafezinho

Voltará contigo a magreza
Dum consumo mais restrito
Mas controla-se a despesa
Que a gastar vejo-me aflito

Deixaremos de ser nobres
E de andar endividados
Voltaremos a ser pobres

Mas também mais honrados
De novo contaremos os cobres
Serão escudos recauchutados.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

A bomba


O ex-ministro da mota
Também da solidariedade
Já fez engrossar a frota
E engrossou sua vaidade

Diz que assim se poupa
Pois já havia um contrato
Feito pela anterior tropa
Residente no largo do rato

Portugal tem estas tropas
Vão alternando no poder
Não têm culpa da situação

Pois vê lá se me topas
A culpa do que acontecer
É sempre do anterior pelotão.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Produto interno turvo


Produto interno bruto
É bruto por natureza
Se não aumenta o produto
Afogamo-nos em despesa

Quem gasta sem produzir
Um dia vai-se afundar
Melhores dias hão-de vir?
Eu não o posso afirmar

Mas a alguém ouvi dizer
Que daqui por vinte anos
Vamos estar para as curvas

E há quem consiga antever
Os navegadores lusitanos
A navegar em águas turvas.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Pastéis de S.Bento


Brindas com água do luso
Eu com aguardente velha
Bebo até ficar confuso
Será um deus nos valha

Os camaradas não sei
Com que hão-de brindar
Por isso não lhes direi
Não estou cá pr’a opinar

E se a luta rebentar
Em S.Bento também
Vão sem a minha pessoa

Estarei a alambazar
Uns pastéis de belém
É uma iguaria bem boa.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

São brisas


Vem do Atlântico a brisa
Que vai dar-nos de comer
Que faz as plantas crescer
O nosso Presidente frisa

Sem dúvida sabias palavras
Palavras leva-as o vento
São novas a cada momento
Por isso nos enganavas

Quando ainda governavas
E com milhões nos regavas
Para acabar com a produção

Por ser essa a imposição
De uma Europa renovada
E qu’afinal não valia nada.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Independence day


Pela invasão Troikista
Acaba de ser decretado
Terminem com o feriado
Que celebra a conquista

Do Portugal independente
Passa a ser protectorado
Até que esteja terminado
O pagamento deprimente

Que esmaga a vida da gente
Pela independência lutar
É de novo o nosso fado

Para expulsar o ocupante
Que pela janela há-de voar
Voará ou acabará estatelado.

Entrega


Se ao lado de um grande
Te sentes grande também
A sua grandeza provém
Duma alma que se expande

Se um grande a teu lado
Te faz sentir pequenino
Certamente o seu destino
É nunca mais ser lembrado

Só é grande mesmo grande
Quem se conseguir impôr
À luz duma lei universal

Obedecerás sem que mande
Se essa for a lei do amor
Se esse fôr pequeno afinal.