quinta-feira, 27 de outubro de 2011

O cavalo


As aparências iludem
Neste nosso Portugal
Se facilidades vendem
É porque vai muito mal

Estamos mal habituados
Ao nosso modo de viver
Na crise sempre atordoados
Um dia havemos de renascer

Ouvimos belas promessas
E até gostamos bastante
Pois eles falam às massas

Com um cantar afinado
Já sabes daqui em diante
Desconfia do cavalo dado.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Destino fatal


Nosso destino é errante
Não está ainda decidido
Ouvi a um governante
De sorriso amarelecido

Só austeridade promete
Para com a crise acabar
Vamos viver da caridade
Haja quem queira ajudar

Ajudem-nos lá por favor
Somos um pequeno país
E que está muito doente

Cumpriremos com rigor
Medidas que alguém quis
Nem que morra toda a gente.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Assaltados


Paulo Portas onde andas tu
Que à superfície não te vejo?
Estive a discursar na ONU
Sempre foi o meu desejo!

Submarinos já comprei
Agora quero construir pontes
Rotundas nunca construirei
Talvez um dia construa fontes

Não se reocupem os pobres
Com a austeridade a crescer
Saímos da crise empobrecendo

Protegeremos os poucos nobres
Que assim evitam empobrecer
E migalhas nos vão oferecendo.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

A escolha


Isto tem que ser assim
Por isso aceno à infantaria
E essa malta vá por mim
Ou começa a pancadaria

Parem todos de gritar
Regressem às vossas casas
Não se ponham a incendiar
Estamos a passar pl’as brasas

Das ruas o lixo recolham
Essas greves não têm razão
Trabalhem mas é a dobrar

Não vão bandeiras desfraldar
Esse é um símbolo da nação
Quando votarem então escolham.

domingo, 23 de outubro de 2011

Retrocesso monstruoso


O monstro surgiu de novo
Lá pr’os lados de S.Bento
É alimentado pelo povo
Refugia-se no parlamento

Tem as asas de um dragão
De águia é a sua garra
Tem a juba de um leão
Todas as formigas agarra

E as formigas agarradas
Por este monstro assustador
Estão a ficar sem esperança

De ver as coisas renovadas
Só lhes sobra tanta dor
E o retrocesso que avança.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Hominídeos


Portugal é dos portugueses
Grécia aos gregos pertence
Aos povos ninguém vence
A Irlanda é dos irlandeses

Mas os povos estão cansados
Desta económico ditadura
Que desde a criação dura
Nestes e em tantos reinados

O dinheiro em todos manda
Esta é a natureza humana
E não pode ser contornada

O vil metal um cheiro emana
Que os hominídeos condiciona
É como pr’os macacos, a banana.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Animais


Com a visão da águia vamos
Conseguir elevar-nos mais alto
Com energia do dragão estamos
A um passo de dar o grande salto

Com a força do leão estaremos
Defendidos para todo o sempre
Como a formiga trabalharemos
Não haverá povo como a gente

Se nos virem com ar deprimido
É porque somos muito ingratos
Cuspimos no prato onde comemos

Aproveitemos o que nos é oferecido
Aos políticos devemos estar gratos
Ou então nem sequer os merecemos.